Blog do Ricardo Antunes
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião
Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião
Blog do Ricardo Antunes
Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião
Home Opinião

Opinião: “Bolsonaro não governa, apenas luta para sobreviver no cargo”, por Diogo Schelp

Por Ricardo Antunes
03/06/2020 - 15:59
WhatsAppTweetarCompartilharEnviar por Email

Por Diogo Schelp, do UOL – O vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril escancarou um fato que está ficando cada vez mais claro desde o mês anterior. As energias do presidente Jair Bolsonaro não estão concentradas em procurar soluções para os problemas nacionais e, sim, para superar a atual crise política — em grande medida criada por ele próprio — e para sobreviver no cargo.

 

Na reunião ministerial, Bolsonaro estava preocupado com o fato de que nem todos os ministros (foco em Sergio Moro) se empenhavam em defendê-lo ou em alinhar-se com seu discurso contra as medidas de distanciamento social impostas por governadores e prefeitos. Poucas palavras gastou com o assunto que motivou a reunião, o PAC do general Braga Netto para estimular a economia e gerar empregos nos anos que se seguirão à pandemia de covid-19.

Bolsonaro não assumiu o governo da crise de saúde pública que já matou mais de 30.000 brasileiros pela doença causada pelo novo coronavírus. Deixou o ônus dessa luta nas costas dos estados e municípios. Quando agiu, foi para se opor às medidas de saúde pública nos entes subfederativos. Sua tentativa de boicotar o governo dos outros foi contida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que assegurou a autonomia de estados e municípios na execução de políticas de saúde pública.

Sem apetite para governar a não ser por ações negativas, tratou de boicotar até mesmo seus ministros da Saúde, Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich. Envio de recursos e equipamentos médicos para estados e municípios continuam, na nova gestão ministerial, por inércia e por pressão de governadores e prefeitos. Para Bolsonaro, o mais próximo que se pode chegar da palavra “governar” é distribuir hidroxicloroquina.

O presidente Jair Bolsonaro em frente ao Palácio do Planalto

A aliança com o centrão, como é chamado o grupo de partidos com integrantes ávidos por recursos públicos, tem menos a ver com conseguir apoio para aprovar leis necessárias para prestar socorro aos afetados pela crise econômica e mais com o temor do presidente de enfrentar um processo de impeachment.

Afinal, o Congresso não vinha se opondo a aprovar as medidas emergenciais. Agora Bolsonaro diz que a nomeação de indicados pelo centrão para uma dezena de cargos em entidades com cofres cheios não tem nada a ver com ele. Mas não é ele quem governa?

O foco na sobrevivência é evidente nos constantes ataques ao STF, nas aparições espetaculosas de Bolsonaro em manifestações dominicais de apoio a ele e nas ameaças de ruptura da ordem institucional por meio das Forças Armadas feitas pelo próprio presidente, por seus filhos e por alguns de seus ministros.

A suspeita de que Bolsonaro procurou interferir indevidamente na Polícia Federal (PF) também tem a ver com sua sobrevivência política e a de seu núcleo mais próximo. Até a tentativa de omitir os dados de gastos no cartão corporativo da Presidência tornou-se um fator de sobrevivência política.

Neste domingo (31), um novo elemento veio se somar aos ventos que desestabilizam Bolsonaro: os primeiros protestos de rua contra os sinais de que ele pretende se agarrar ao que der, até a medidas autoritárias e ilegais, para se manter no poder.

Os militantes bolsonaristas nas redes sociais costumam, diante de qualquer crítica ao presidente, repetir o bordão: “Deixem Bolsonaro governar.” Mas foi ele próprio quem abdicou de governar meses atrás, quando a pandemia começou, e preferiu concentrar seus esforços em engajar-se no enfrentamento com os outros poderes da República e com estados e municípios.

Bolsonaro vê tudo sob o ângulo de sua permanência no poder, até a tragédia individual de cada uma das vítimas da pandemia que se negou a combater em coordenação com os gestores estaduais e municipais. Isso fica explícito quando ele diz que “lamenta todos os mortos, mas é o destino de todo mundo”. Ou seja, é triste, mas o que o presidente pode fazer? A resposta correta seria: governar.

Bolsonaro não se sente responsável pela sobrevivência dos brasileiros porque sua prioridade sempre foi outra: a sua própria sobrevivência política.

Tags: CentrãoSTF
EnviarTweet19Compartilhar507Enviar
Ricardo Antunes

Ricardo Antunes

Ricardo Antunes é jornalista, repórter investigativo e editor do Blog do Ricardo Antunes. Tem pós-graduação em Jornalismo político pela UnB (Universidade de Brasília) e na Georgetown University (EUA). Passou pelos principais jornais e revistas do eixo Recife – São Paulo – Brasília e fez consultoria de comunicação para diversas empresas públicas e privadas.

Matérias Relacionadas

A verdade por trás das reformas tributárias

“A mal dissimulada aversão ao simples”, por Everardo Maciel

*Por Everardo Maciel - Poucos argumentos são tão recorrentes, para pretextar reformas tributárias, quanto complexidade. O discurso contrário a ela, malgrado suas múltiplas acepções, reforça fortemente a histórica...

André de Paula ministro do Ministério da Agricultura e Pecuária

Propósito, percurso e país: a nova missão de André de Paula

*Por Alê Cavalcanti - Nesta quarta-feira (1º), o Brasil reposiciona uma peça importante no tabuleiro do seu próprio futuro. O nosso muito querido André de Paula assume o...

Não é a proteção da mulher que dificulta sua contratação

*Por João Galamba - Escrevo como homem, e justamente por isso procuro tratar esse tema com a cautela de quem reconhece seu lugar de fala. Não vivo na pele...

Antônio Coelho enfrenta dilema na Alepe com emenda à LOA

O que mudou em Antônio Coelho, convicção ou conveniência?

*Por André Beltrão - Antônio Coelho vive hoje uma verdadeira sinuca de bico na Assembleia Legislativa de Pernambuco. A Lei Orçamentária Anual (LOA) foi encaminhada ainda em dezembro...

Os Romanos da Decadência - Thomas Couture, pintura de 1847.

Traições e chantagens sem fim marcam processo eleitoral em PE

Por Ricardo Antunes - É difícil acreditar que se possa fazer política em um ambiente onde ninguém pode confiar no outro. Onde se faz promessas de amor eterno...

Carregar Mais
Próximo Artigo

Opinião: "Por que haverá golpe", por Luiz Meyer

Por favor, faça login para comentar

Ipojuca

Governo PE

Suape

Empetur

São Lourenço da Mata

Governo PE

Blog do Ricardo Antunes

Ricardo Antunes - Debates, polêmicas, notícias exclusivas, entrevistas, análises e vídeos exclusivos.

CATEGORIAS

  • Brasil
  • Ciências
  • Cultura
  • Economia
  • Educação
  • Esportes
  • Eventos
  • Internacional
  • Justiça
  • Opinião
  • Pernambuco
  • Política
  • Tecnologia

ASSUNTOS

Alexandre de Moraes Bolsonarismo Brasília Carnaval Coronavírus corrupção Covid-19 DEM Donald Trump Eleições Eleições 2020 Eleições 2022 Esporte EUA Fake News Fernando de Noronha Futebol Internacional Investigação Jair Bolsonaro João Campos Justiça Lava Jato Marília Arraes MDB Olinda operação Paulo Câmara PL polícia cívil Polícia Federal PSB PSDB PT Raquel Lyra Ricardo Antunes Rio de Janeiro Saúde Senado Sergio Moro STF São Paulo União Brasil Vacina Violência

© 2016 - 2026 - Ricardo Antunes - Todos Direitos Reservados

Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião

© 2016 - 2026 - Ricardo Antunes - Todos Direitos Reservados

Este site usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso de cookies. Visite nossa Política de Privacidade.