Da Redação – Os alvos da Operação Check-in, realizada ontem (2) pela Polícia Federal, negaram envolvimento no esquema de desvio de recursos públicos e em fraudes licitatórias em contratos celebrados com a Prefeitura do Recife.
Todos foram procurados por nossa reportagem. O único que não atendeu foi o advogado João Guilherme Ferraz, apontado como principal operador do PSB na gestão do ex-prefeito Geraldo Julio.
O empresário Thiago Rangel afirmou que sua defesa ainda não teve acesso ao inquérito e negou todas as irregularidades.
Adriano Percolli, chefe de gabinete do vereador Carlos Muniz, ex-secretário do governo João Campos, por sua vez, afirmou que nunca se envolveu em qualquer desvio e que jamais trabalhou na Prefeitura do Recife.
“Só posso creditar isso à questão política e ao período eleitoral”, disse ele.
As investigações foram iniciadas este ano após a apreensão de canhotos de cheques na Operação Firenze, que apontavam para o pagamento de vantagem indevida a um agente público do alto escalão da Prefeitura do Recife por parte de uma empresa contratada pelo município.
Os desvios teriam ocorrido em contratos de terceirização de mão de obra durante o exercício de 2020.
Os valores repassados pela Prefeitura do Recife à empresa investigada, em 2020, somaram cerca de R$ 25,8 milhões. Desse total, aproximadamente R$ 17 milhões foram custeados com recursos federais.










