Do JC – Apesar de as obras da Transnordestina em Pernambuco – entre Salgueiro, no Sertão pernambucano, e o Porto de Suape, no Grande Recife – permanecerem suspensas após nova decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), o setor industrial pernambucano demonstra um otimismo renovado quanto ao futuro da ferrovia.
Em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, nesta quinta-feira (16/7), o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Bruno Veloso, sinalizou que o cenário de incertezas pode estar perto do fim, fundamentado no avanço das análises técnicas que buscam comprovar a viabilidade socioeconômica do trecho.
Bruno Veloso destacou que a paralisação atual gera uma falta de perspectiva preocupante para o setor produtivo, mas expressou confiança na reversão do veto às obras. O líder industrial baseou sua expectativa na complementação de estudos de impactos sociais entregues à Infra S.A. e ao TCU. “Temos convicção de que nos próximos dias teremos uma boa notícia de liberação total, de acordo com as informações de andamento da análise no TCU”, afirmou, reforçando que a federação está abraçada com a missão de reverter a decisão com muita força.
O otimismo do empresariado surge como um contraponto aos relatórios anteriores, como o da consultoria McKinsey, que apontava inviabilidade econômica com um déficit de R$ 2,5 bilhões no trecho pernambucano. Para reverter esse quadro, a Sudene e a Fiepe apresentaram um novo modelo de avaliação, o Valor Social Presente Líquido (VSPL). Esse critério considera benefícios que não aparecem em planilhas privadas, como a economia gerada pela redução da poluição e a criação de empregos, abrangendo áreas que representam cerca de 40% do PIB do Nordeste.







