Da Redação do Blog — Um levantamento sobre o funcionamento da Câmara dos Deputados revela um ritmo que chama atenção: desde o fim do recesso parlamentar, em 2 de fevereiro, até o fim de março, houve votações em apenas 21 dos 39 dias úteis. Em 18 dias, simplesmente não houve deliberação no plenário.
Mesmo nas sessões realizadas, boa parte ocorreu em formato semipresencial, permitindo que deputados participassem e votassem de forma remota — prática que se consolidou após a pandemia e segue como alternativa frequente.
Os dados não são novidade. O padrão se repete nos últimos anos: em 2023, houve votações em pouco mais da metade dos dias úteis; em 2024, o índice caiu para cerca de 44%; e, em 2025, voltou a girar próximo da metade. O comportamento se mantém independentemente da presidência da Casa — que passou de Arthur Lira (PP-AL) para Hugo Motta (Republicanos-PB).
Fatores como o Carnaval, feriados prolongados e a proximidade das eleições ajudam a explicar o esvaziamento. Nesse período, parlamentares priorizam agendas nos estados e articulações políticas, especialmente durante a janela partidária.
Na prática, a agenda legislativa se concentra entre terça e quarta-feira, com pouca movimentação nos demais dias. Ainda assim, projetos importantes avançaram, como o PL Antifacção e a PEC da Segurança Pública, agora em análise no Senado.












