Por Ricardo Antunes – Ao final das convenções, o deputado federal e candidato a senador Eduardo da Fonte (PP) saiu como o grande articulador desse período. O parlamentar costurou todos os acordos que levaram a Federação União Progressista, a qual preside no estado, a fechar por unanimidade a coligação com a governadora Raquel Lyra (PSD).
Eduardo venceu o já previsto cabo-de-guerra contra Miguel Coelho (União Brasil) pela candidatura ao Senado. Na sequência, viu o ex-prefeito de Petrolina estimular Mendonça Filho (PL) a ser candidato ao Senado pelo campo da direita – o que por tabela lhe renderia alguns votos.
Com a unanimidade construída na federação, a governadora ficará com tempo de propaganda eleitoral de rádio e televisão equivalente ao do adversário João Campos (PSB), além dos preciosos recursos de fundo eleitoral.
Por tabela, Eduardo garantiu bases para pavimentar a reeleição de seu filho Lula da Fonte (PP) para deputado federal, e reforçou seu prestígio na cúpula nacional ao trazer o co-presidente da federação Ciro Nogueira para a convenção.
Também garantiu bases para Miguel Coelho conquistar um mandato de deputado federal sem atrapalhar a reeleição do irmão, Fernando Filho (União Brasil). A chapa federal da federação acabou crescendo na cotação, podendo eleger entre quatro e cinco deputados, ampliando o cacife das movimentações.
Eduardo ainda amarrou a governadora ao escalar como seu primeiro suplente o ex-assessor especial do Governo, André Teixeira (PSD). Daqui a dois anos, Teixeira poderá disputar a Prefeitura de Caruaru com apoio de Raquel, com Dudu se licenciando do mandato por quatro meses para colocá-lo em evidência.
Tantas amarras políticas agora precisam ser referendadas com o eleitorado pernambucano. Mas para a classe política, o calado Dudu da Fonte saiu maior das articulações.








