Por Ricardo Antunes – Enquanto o ex-prefeito João Campos (PSB) mantém movimentações próprias em Brasília, a governadora Raquel Lyra (PSD) reforçou o caminho institucional ao receber um ministro do governo Lula em Pernambuco. Mais uma vez, o candidato do PSB acaba ofuscando o prefeito Victor Marques (PCdoB), que, em tese, deveria liderar esse tipo de articulação, mesmo com o apoio do antecessor.
A cena, vista pela primeira vez na semana passada, já havia sido alvo de críticas. Campos, que raramente apareceu em vídeos durante cheias no Recife quando era prefeito, surgiu agora em agenda fora do estado, em Goiânia, a cerca de 340 km da capital pernambucana.
É como se ele já fosse o próprio governador de Pernambuco mesmo sem ter ganho às eleições de outubro próximo. Daria uma demonstração de grandeza se tivesse levado seu sucessor para Brasília e/ou ligado para Raquel da Capital Federal. Desse jeito, foi mesquinho mais uma vez, querendo faturar com a dor do povo.
No vídeo, Campos afirmou que esteve no Palácio do Planalto em reunião com a ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, para tratar dos impactos das chuvas no Recife, na Região Metropolitana e na Zona da Mata. Segundo ele, o presidente Lula assinou uma medida provisória liberando cerca de R$ 300 milhões para ações da Defesa Civil Nacional.
O socialista também destacou obras iniciadas ainda em sua gestão como prefeito e agradeceu o apoio federal, defendendo “unidade e trabalho”. Nenhuma palavra, porém, sobre seu sucessor, Victor Marques, atual prefeito da cidade.
Já Raquel Lyra recebeu, no Palácio do Campo das Princesas, o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes. A governadora detalhou as ações do Estado, como o decreto de situação de emergência em 27 municípios, a distribuição de ajuda humanitária e o suporte direto às cidades atingidas.
Na fala, Raquel dividiu a atuação em três frentes: resposta imediata para salvar vidas e garantir abrigamento, reconstrução de estruturas danificadas e ampliação de parcerias com o governo federal para obras de prevenção. Ela também destacou que cerca de 1 milhão de pessoas vivem em áreas de risco no estado, reforçando a necessidade de mais investimentos.










