Por André Beltrão – O candidato do PSB a governador do Distrito Federal, Ricardo Cappelli, questionou o presidente nacional do partido, João Campos, pelo tratamento desproporcional na distribuição de recursos do fundo eleitoral. O postulante participou da sabatina do portal Metrópoles, onde cobrou o dirigente sobre as cotas recebidas em comparação com outros candidatos da sigla, que disputam cargos federais.
Cappelli, que concorre ao Palácio do Buriti, sede do poder distrital, recebeu da direção nacional do PSB a quantia de R$ 440 mil. Por outro lado, a sigla destinou R$ 2,6 milhões ao deputado federal Rodrigo Rollemberg, que concorre à reeleição, e outro R$ 1,6 milhão para Cristovam Buarque, também candidato à Câmara dos Deputados. Rollemberg e Cristovam já foram governadores do Distrito Federal.
“Não é razoável que exista uma disparidade como essa, mas eu prefiro não comentar. Acho que é uma pergunta que tem que ser feita à direção do PSB. Eu só digo: isso é razoável? É razoável um candidato a governador receber seis vezes menos recurso do que um candidato a deputado?”, disparou Cappelli.
“Veja, todos os candidatos a governador receberam R$ 2 milhões, R$ 3 milhões, R$ 4 milhões e R$ 5 milhões. Recebi R$ 440 mil, fizeram de tudo para eu desistir. Colocaram gente grande para me pressionar, cortaram meu dinheiro e não queriam que eu participasse dessa eleição”, completou o candidato.
Cappelli foi interventor da segurança pública do Distrito Federal no período da intervenção, após os aros terroristas de 8 de janeiro de 2023. Depois, presidiu a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). Sua candidatura acabou rachando o campo da esquerda, que tem Leandro Grass (PT) pontuando em segundo nas pesquisas, enquanto Cappelli oscila entre o quarto e quinto lugares, com 3% na média. Ele também se queixa que vários candidatos a deputado distrital pelo PSB estão apoiando o petista para governador, e pede a expulsão dos mesmos da legenda.











