Da Redação – À medida que o cenário eleitoral avança em Pernambuco, as análises sobre as tendências de voto ganham o centro das discussões públicas. De acordo com o cientista político e pesquisador Adriano Oliveira, fundador da Cenário Inteligência, a governadora Raquel Lyra (PSD) encontra-se em um patamar que a coloca com provável vitória ainda no primeiro turno da disputa estadual.
Com base em seu agregador de pesquisas nesta reta final, Raquel aparece com 50%, e o ex-prefeito João Campos (PSB), com 47%. “Considerando a alta aprovação do governo Raquel Lyra, registrada por diferentes pesquisas, o sentimento ‘ela trabalha’ e a estabilidade recente de João Campos, minha hipótese é de que o efeito cisne negro perdeu força”, afirmou Adriano pelas redes sociais.
O especialista destaca que a taxa de aprovação da gestão estadual atua como uma variável de peso considerável para candidaturas à reeleição. Embora aprovação e intenção de votos mantenham distinções técnicas, ele coloca que o desempenho consolidado da gestora nas avaliações públicas desenha um cenário altamente competitivo e favorável. Adriano, porém, aponta que um segundo turno entre Raquel e João também tem probabilidade de acontecer. Já a vitória do socialista no primeiro turno é tida por ele como “remota”.
Adriano baseia sua análise no Método Qualitativo SEP (Sentimento, Estratégia e Previsão). Por meio de pesquisas qualitativas, o modelo identificou que a população consolidou uma percepção de Raquel Lyra como uma gestora “trabalhadora, dedicada e esforçada”. Esse sentimento de entrega passou a se converter progressivamente em intenções de voto.
Ao mesmo tempo, o método detectou precocemente um desgaste na imagem de João Campos, com o eleitorado questionando se ele conseguiria replicar no Estado o que fez no Recife.










