Com informações do G1 – O Grupo Casas Bahia demitiu cerca de 3 mil funcionários e fechou quase 300 lojas em agosto deste ano, segundo o pedido de recuperação judicial apresentado à Justiça de São Paulo e obtido pelo g1.
As medidas fazem parte da estratégia da companhia para reduzir custos e enfrentar, segundo a própria empresa, a pior crise financeira de sua história. A varejista afirma que o plano busca reorganizar sua estrutura financeira.
As iniciativas se somam a outras ações implementadas desde 2023, quando o chamado Plano de Transformação levou ao fechamento de 55 lojas consideradas deficitárias e à redução de aproximadamente 8,6 mil postos de trabalho.
Na petição, a empresa atribui suas dificuldades principalmente ao ambiente de juros elevados, à queda do consumo de bens duráveis, ao aumento da inadimplência e às pressões enfrentadas pelo setor varejista nos últimos anos.
A companhia também cita os impactos da transformação digital no comércio. Segundo o documento, as primeiras medidas de reestruturação foram adotadas em 2023, diante da piora do cenário econômico e financeiro.
Além do fechamento das 55 lojas e da redução de postos de trabalho, a empresa diminuiu estoques, cortou investimentos e promoveu ajustes nos centros de distribuição.
Apesar dos ganhos obtidos com essas medidas, a companhia afirma que o alto custo da dívida continuou pressionando o caixa. Por isso, novas ações foram adotadas em 2026.
Recuperação judicial e reestruturação
O Grupo Casas Bahia protocolou um pedido de recuperação judicial em São Paulo para renegociar R$ 17,3 bilhões em dívidas e garantir a continuidade de suas operações. A medida é o desdobramento de um plano de reestruturação iniciado em 2023 para reduzir custos e recuperar o equilíbrio financeiro.
Ao todo, o processo resultou no fechamento de cerca de 355 lojas e na demissão de aproximadamente 11,6 mil funcionários. A etapa mais recente, ocorrida em agosto, concentrou o fechamento de quase 300 unidades e 3 mil desligamentos. Apesar da crise, a varejista defende a viabilidade do negócio, mantendo atualmente mais de 20 mil empregados e uma rede com mais de 700 lojas físicas em funcionamento.











