Da Assessoria – Vinte e um presidentes de clubes de Pernambuco se reuniram, no Restaurante Mirante, no Centro do Recife, em um movimento que pode representar um passo importante para a reconstrução do futebol estadual. Mais do que um encontro institucional, a reunião colocou à mesa uma discussão necessária: como modernizar a gestão dos clubes, melhorar a forma de fazer futebol e devolver competitividade ao futebol pernambucano.
A união chama atenção justamente porque os problemas enfrentados pelos clubes não são novos. Durante anos, o futebol de Pernambuco conviveu com dificuldades administrativas, perda de protagonismo nacional, estruturas que precisam evoluir e um modelo de gestão que, em muitos casos, ainda precisa acompanhar as transformações vividas pelo esporte no Brasil.
Por isso, reunir 21 dirigentes em torno de uma mesma mesa é importante, mas não pode ser apenas uma fotografia de união. O desafio agora é transformar diálogo em planejamento, planejamento em decisões e decisões em resultados concretos.
Os dirigentes discutiram caminhos para uma gestão mais moderna, profissional e inovadora, além da necessidade de fortalecer o futebol pernambucano como produto. Isso passa por pensar melhor calendário, formação de atletas, receitas, relacionamento com torcedores, comunicação, governança, tecnologia e novas maneiras de tornar os clubes mais competitivos dentro e fora de campo.
Pernambuco possui tradição, torcida e identidade suficientes para ocupar um espaço muito maior no cenário nacional. O que falta é transformar esse patrimônio esportivo em um projeto estruturado de longo prazo.
A iniciativa dos 21 presidentes, portanto, merece reconhecimento, mas também cobrança. Se os clubes conseguiram sentar juntos para diagnosticar os problemas, precisam permanecer juntos para construir as soluções.
“O futebol pernambucano não precisa apenas de discursos sobre renovação. Precisa de gestão, inovação, responsabilidade e coragem para mudar práticas que já não produzem os resultados que o torcedor espera”, afirmou Laércio Guerra, empresário e presidente do clube de futebol Retrô.
O encontro no Mirante pode ser o começo de uma nova fase. Para isso, porém, a próxima reunião precisa começar onde esta terminou: com menos individualismo e mais projeto coletivo para o futebol de Pernambuco.











