Blog do Ricardo Antunes
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião
Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião
Blog do Ricardo Antunes
Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião
Home Justiça

Como holdings ‘de prateleira’ foram usadas para camuflar R$ 12 bi e propinas do Banco Master

Por Redação
01/06/2026 - 08:28
3 das maiores criadoras de holdings anônimas do país estão ligadas ao caso Master

3 das maiores criadoras de holdings anônimas do país estão ligadas ao caso Master

WhatsAppTweetarCompartilharEnviar por Email

Do TAB UOL – Há algo em comum entre as empresas suspeitas de ocultar patrimônio de Daniel Vorcaro, de mascarar propinas pagas pelo banqueiro e de inventar bilhões em créditos vendidos pelo Banco Master.

Todas eram holdings anônimas de prateleira, empresas que permitem ocultar quem são seus donos. São criadas para gerir outros bens e negócios, mas permanecem inativas e à venda, na prateleira.

Levantamento do UOL indica a existência de diversos grupos que abrem holdings anônimas de prateleira ou administram essas empresas em massa, ajudando a esconder quem são os reais donos dos negócios.

No ranking das dez pessoas com mais holdings anônimas no país, aparecem as três pessoas que abriram as empresas desse tipo investigadas no caso Master.

Holdings anônimas de prateleira estão dentro da lei. Mas sua adoção em série no caso Master aponta para fragilidades relevantes na fiscalização do sistema financeiro e societário brasileiro.

O Gafi (Grupo de Ação Financeira Internacional), órgão que define padrões globais de combate à lavagem de dinheiro, apontou falhas do Brasil nesse setor.

Procurada pela reportagem, a defesa de Vorcaro não quis comentar. O Ministério da Fazenda disse que o assunto não é relacionado à pasta. O Ministério da Justiça recomendou procurar a Polícia Federal. A Polícia Federal disse que não é responsável por assuntos regulatórios. Banco Central e Coaf não responderam.

O que são holdings anônimas

Holdings, em geral, são usadas para retirar o patrimônio do CPF e colocar no CNPJ. São muito comuns entre super-ricos, pois permitem pagar menos impostos e organizar a sucessão para herdeiros.

As holdings podem ser anônimas. Ou seja, sociedades anônimas (S.A.) fechadas, que ocultam do público quem são seus donos e são consideradas pelo Gafi como o tipo de empresa sob maior risco de crimes financeiros.

É muito difícil saber quem é a pessoa física por trás de imóveis, aviões e negócios colocados em nome de uma holding anônima. A dificuldade aumenta quando holdings são donas de outras holdings ou estão dentro de uma cadeia de fundos de investimento.

Empresas “de prateleira”, por sua vez, são criadas em massa, apenas no papel, sem atividade real. Depois, são compradas por quem quer atuar de forma imediata, “muitas vezes para a prática de crimes”, segundo relatório do MPF (Ministério Público Federal) sobre o caso Master.

Uma das vantagens da empresa de prateleira é o sigilo.

Como o UOL mostrou, compradores de empresas anônimas de prateleira podiam ficar ocultos até das autoridades, devido a uma brecha nas regras da Receita Federal. Ela foi fechada no final de 2025, mas só deve surtir efeito em 2027.

Outra camada de sigilo envolve a escolha de pessoas sem relação pública com o real dono do negócio para a diretoria da holding anônima. Enquanto os donos ficam ocultos, os diretores devem ser listados no cadastro do CNPJ.

O mercado secreto das holdings anônimas que blindou o Banco Master
O mercado secreto das holdings anônimas que blindou o Banco Master

Risco de crimes financeiros

A compra de empresas de prateleira e a contratação de diretores para estruturas anônimas são serviços oferecidos por escritórios de apoio empresarial. São atividades regulares, mas vulneráveis ao crime financeiro, segundo o Gafi, que tem recomendações específicas para o setor.

Na sigla em inglês, o setor é chamado de TCSP —provedores de serviços para empresas. “Criminosos podem recorrer aos TCSPs para ajudá-los a manter o controle sobre os proventos de seus crimes, disfarçando a origem e a propriedade desses ativos”, avalia o Gafi.

Na inspeção que realizou no Brasil, o Gafi viu uma situação crítica nessa área: “a maioria das autoridades não demonstrou conhecimento suficiente sobre os provedores de serviços para empresas”, diz relatório do órgão.

Por isso, o Gafi recomendou que o Brasil submetesse os TCSPs “a uma regulamentação eficaz de combate à lavagem de dinheiro”.

A preocupação com o setor aumentou depois do vazamento de dados de offshores sediadas no Panamá, em 2016. Diversas delas estavam envolvidas em crimes financeiros. Muitas tinham ligações com lideranças políticas.

Eram offshores de prateleira, vendidas pelo escritório Mossack Fonseca. Os compradores eram mantidos sob sigilo, enquanto representantes profissionais ligados ao escritório ficavam à frente das empresas.

Análise de dados do UOL indica que diversos grupos atuam de forma semelhante no Brasil.

Como os donos das holdings anônimas ficam ocultos, a reportagem analisou quem são os diretores das mais de 17 mil empresas desse tipo no país. Os dados fazem parte do cadastro do CNPJ de outubro de 2025, mês mais recente no momento da análise.

No total, 102 pessoas são diretoras de dez ou mais holdings anônimas, cada uma. No topo do ranking, está um funcionário de um escritório que se enquadra na categoria de TCSP, com 62 empresas em seu nome.

Imagem

Fraude documental

A principal holding anônima de prateleira do caso Master é a SX 016. Ela está na origem da Operação Compliance Zero e na primeira prisão de Vorcaro.

No início de 2025, o Banco Central começou a investigar qual era a justificativa para os R$ 12 bilhões que o banco público de Brasília havia pago ao Master naquele ano.

A primeira resposta do Master foi que se tratavam de créditos ligados a duas associações de servidores da Bahia. Mas as associações não movimentavam bilhões e muitos dos créditos indicados eram de outros estados.

O Banco Central cobrou novas explicações. Então, em abril de 2025, o Master mudou de versão: disse que os créditos eram de uma empresa até então desconhecida, chamada Tirreno.

Só que a Tirreno tinha sido registrada na Junta Comercial naquele mesmo mês. Antes, era a SX 016, uma empresa de prateleira do escritório A2 Paralegal, que abriu mais de cem outras com nome similar, da SX 001 até a SX 145.

As investigações encontraram evidências de que o Master comprou a SX 016 para enganar o Banco Central, depois que as primeiras explicações não foram aceitas. Também acharam provas de que houve fraude documental, para simular que a Tirreno estava em atividade havia mais tempo.

Na Junta Comercial, foi anexado um suposto registro da venda da empresa de prateleira quatro meses antes, em dezembro de 2024 —o que comprovaria a versão do Master. Mas o documento não está reconhecido em cartório e apresenta divergências na assinatura usada pelo funcionário da A2.

A empresa nega irregularidades e diz que se trata de “variações naturais”. Afirma atuar “de forma legal, regular e ética” e realizar “procedimentos internos de compliance”.

Diálogos obtidos pela investigação mostram que Tirreno e SX 016 só aparecem a partir de abril de 2025. Também mostram tratativas para produzir documentos. “Turma no estress (sic) pq nem contrato Tirreno não apareceu. Já estão criando teorias. Precisamos mandar imediatamente”, disse Vorcaro no início de maio.

Para o MPF (Ministério Público Federal), “os gestores do Master e do BRB se uniram para adquirir empresa de prateleira, e falsificar documentos diversos, com datas anteriores, para embasar a transferência de R$ 12 bilhões de recursos do banco público ao Master”.

Segundo investigação da Polícia Federal, a compra da empresa de prateleira foi intermediada pelo escritório do advogado Daniel Monteiro, preso em março. Ele é suspeito de montar a estrutura financeira das fraudes do Master. Procurada, a defesa de Monteiro não se manifestou. O espaço segue aberto para manifestação.

“Estratégia de ocultação patrimonial”

Monteiro também intermediou a compra das demais holdings anônimas de prateleira do caso Master, abertas pelo escritório Pinheiro e Associados, segundo seu proprietário Renato Dias Pinheiro.

Além do caso Master, dois funcionários do Pinheiro e Associados foram citados nas CPIs do INSS e da covid, por terem aberto outras empresas suspeitas de terem cometido crimes.

“É extremamente constrangedor [a ligação com o Master e a citação nas CPIs], mas não é irregular. [Vender empresas de prateleira] é uma atividade totalmente normal, comum, legítima”, diz Pinheiro.

O Pinheiro e Associados atua com empresas de prateleira há cerca de 30 anos. Foi ele que vendeu o CNPJ da B3, a principal bolsa de valores do país, em 2008. Naquela época, abrir empresas no Brasil podia levar um mês e, por isso, a venda de empresas de prateleira era mais comum.

Já hoje, o prazo médio para abrir uma empresa anônima é de 1 dia e 14 horas. Em alguns estados, pode levar minutos. Por isso, muitos escritórios que vendiam empresas de prateleira migraram para outros serviços.

A Super, suspeita de ocultar mais de R$ 300 milhões em imóveis de Vorcaro, foi aberta pelo Pinheiro e Associados. A estrutura anônima permitia que o banqueiro negasse sua relação com a empresa. Mas a terceira fase da Compliance Zero mostrou que Vorcaro dava ordens aos diretores da holding.

Também foram abertas pelo Pinheiro e Associados as seis holdings anônimas suspeitas de ocultar R$ 143 milhões em propina para Paulo Henrique Costa, então presidente do BRB, na forma de imóveis.

Em mensagens obtidas pela PF, Costa pediu que o campo de comprador de um imóvel ficasse em branco, pois estava constituindo holding.

Na decisão que decretou sua prisão, André Mendonça, ministro do STF, disse que isso “converge, em tese, com a estratégia de ocultação patrimonial”.

Em mensagens para Vorcaro, Monteiro tratou da escolha de testas de ferro para a diretoria das holdings.

“[Falta] definirmos quem será o diretor das sociedades que comprarão os imóveis. Tem alguém que possamos usar (para não misturar com o restante das estruturas que temos)?”.

*colaborou Fabio Serapião, colunista do UOL, em Brasília

Tags: Banco Masterdestaque
EnviarTweet20Compartilhar32Enviar
Redação

Redação

Matérias Relacionadas

Instituto denuncia escritório inglês por irregularidades em Mariana

Instituto pede ao MPF investigação criminal contra escritório inglês em contratos com vítimas de Mariana

Da Redação - O Instituto Brasileiro de Direito Econômico e Políticas Sociais (IBDEPS) protocolou, na última terça-feira (26/5), representação criminal ao Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF-MG)...

Placa sobre proibição de banho na Praia de Piedade, em Jaboatão. Foto: Reprodução

Pais do garoto mordido por tubarão podem ser processados por abandono de incapaz

Por Ricardo Antunes - Os pais ou responsáveis pelo garoto João Lucas Castor Nemezio Sales, que teve uma perna amputada após ser mordido por um tubarão na praia de...

Pernambuco atrasa compra de câmeras corporais para a PM, mesmo com verba milionária

Do JC - Cerca de quatro meses após receber verba de quase R$ 24 milhões do governo federal, a Secretaria de Defesa Social (SDS) de Pernambuco ainda não...

A advogada e influenciadora digital, Deolane Bezerra.

Relatório da Polícia Civil cita Deolane como repositório patrimonial do PCC

De O Antagonista - A Polícia Civil de São Paulo afirmou no relatório complementar da Operação Vérnix, deflagrada em 21 de maio que a advogada e influenciadora digital...

Prefeitura de SP é alvo de operação por contrato de R$ 108 mi

Operação da Polícia Civil mira Prefeitura de SP por elo com produtora dona de filme sobre Bolsonaro

Da CNN Brasil - A Polícia Civil realizou nesta segunda-feira (1º) a Operação Wi-Fi Livre por uma possível relação entre a Prefeitura de São Paulo e o ICB...

Carregar Mais
Próximo Artigo

Caiado e Zema superam Flávio em 2° turno contra Lula

Por favor, faça login para comentar

Suape

Empetur

Governo PE

Ipojuca

São Lourenço da Mata

Ipojuca

Blog do Ricardo Antunes

Ricardo Antunes - Debates, polêmicas, notícias exclusivas, entrevistas, análises e vídeos exclusivos.

CATEGORIAS

  • Brasil
  • Ciências
  • Cultura
  • Economia
  • Educação
  • Esportes
  • Eventos
  • Internacional
  • Justiça
  • Opinião
  • Pernambuco
  • Política
  • Sport
  • Tecnologia

ASSUNTOS

Alexandre de Moraes Bolsonarismo Brasília Carnaval Coronavírus corrupção Covid-19 DEM Donald Trump Eleições Eleições 2020 Eleições 2022 Esporte EUA Fernando de Noronha Futebol Internacional Investigação Jair Bolsonaro João Campos Justiça Lava Jato Marília Arraes MDB Olinda operação Paulo Câmara PL polícia cívil Polícia Federal Prisão PSB PSDB PT Raquel Lyra Ricardo Antunes Rio de Janeiro Saúde Senado Sergio Moro STF São Paulo União Brasil Vacina Violência

© 2016 - 2026 - Ricardo Antunes - Todos Direitos Reservados

Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião

© 2016 - 2026 - Ricardo Antunes - Todos Direitos Reservados

Este site usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso de cookies. Visite nossa Política de Privacidade.