Da Redação – O delegado Leandro Nogueira Carvalho criticou a decisão da Justiça de permitir que um suspeito de tráfico de drogas responda ao processo em liberdade após ser preso com quase 2 mil porções de entorpecentes. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele questionou os critérios para a concessão do benefício e os riscos enfrentados pelos policiais no combate ao crime.
Segundo o delegado, o suspeito foi preso em flagrante em uma praça pública com uma mochila contendo cocaína, crack, K9 e diferentes tipos de maconha. Somente de crack, foram apreendidos 1.669 pinos. Um suposto comprador também foi conduzido à delegacia.
Após um auto de prisão em flagrante que durou quase dez horas, a polícia representou pela prisão preventiva. O pedido, porém, não foi acolhido, e o investigado recebeu o direito de responder em liberdade, sujeito a condições como manter o endereço atualizado e se afastar de atividades criminosas, conforme relatado pelo delegado.
“Quem é que consegue ver se esse cara se afastou do crime?”, questionou Carvalho, que afirmou considerar a prisão preventiva uma medida necessária diante da quantidade de drogas apreendida.
O delegado também comparou o tratamento dado aos investigados com a desconfiança que, segundo ele, muitas vezes recai sobre os depoimentos policiais. Apesar das críticas, afirmou que continuará combatendo o crime.
Ao final, levantou outra questão: “A quem interessa a benevolência com esse tipo de crime?”. Ele ainda relacionou o tráfico em larga escala à possível atuação de organizações criminosas, sem apresentar provas específicas sobre eventual vínculo do suspeito com uma facção.











