Da Redação – A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), afirmou nesta quarta-feira (16) que seu governo não está envolvido em casos de corrupção e disse que eventuais investigados devem responder individualmente por seus atos e condutas. A declaração foi dada durante sabatina no Arenga Política, podcast do Portal do Ricardo Antunes.
A declaração da governadora foi uma clara indireta às inúmeras irregularidades e operações da Polícia Federal que foram feitas nas gestões do ex-governador Paulo Câmara (PSB) e dos ex-prefeitos Geraldo Júlio (PSB) e João Campos (PSB) – com quem disputa o governo de Pernambuco.
“Vocês não veem que o nosso governo está envolvido em qualquer tipo de discussão voltada para corrupção. Estamos aqui para fazer entrega, para zelar pelo dinheiro do povo”, afirmou Raquel. Ao tratar do assunto, a governadora disse respeitar o trabalho dos órgãos responsáveis por investigações e sustentou que responsabilidades devem ser individualizadas
“O demais que diz respeito a investigações, a população sabe, de maneira geral, e aí é cada um que tem que responder pelos seus atos, pelas suas condutas”, declarou. Raquel também relacionou a defesa de sua gestão aos resultados econômicos de Pernambuco. Segundo ela, o estado gerou mais de 200 mil empregos com carteira assinada nos últimos três anos e meio, número que, de acordo com a governadora, supera o total registrado nos 12 anos anteriores somados.
“Mais de 200 mil empregos de carteira assinada gerados em Pernambuco em três anos e meio, mais que nos últimos 12 anos somados. É muito sobre isso”, disse.
Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que Pernambuco registrou saldo positivo de 51,5 mil empregos formais em 2023 e de 72,5 mil em 2025. Entre janeiro e julho deste ano, foram criadas outras 23,2 mil vagas formais no estado. Na entrevista, Raquel também afirmou que Pernambuco passou, pela primeira vez na história recente, a registrar mais pessoas com carteira assinada do que beneficiários do Bolsa Família.
A governadora disse que a situação econômica da população é uma das razões pelas quais considera necessário preservar os recursos públicos. “A população rala muito. A maioria dela recebe um salário mínimo, tem gente que nem isso recebe, que está no Bolsa Família”, afirmou.
Raquel utilizou os indicadores de emprego como contraponto aos questionamentos sobre investigações e reforçou que seu governo está concentrado, segundo ela, na realização de entregas e na aplicação dos recursos públicos.










