Blog do Ricardo Antunes
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião
Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião
Blog do Ricardo Antunes
Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião
Home Economia

Entenda a nova estratégia econômica da China e como isso afeta o Brasil

A China focará em alguns pontos específicos em sua estratégia de reorganização para o novo mundo que surgiu durante a pandemia

Por Ricardo Antunes
16/10/2020 - 15:38
WhatsAppTweetarCompartilharEnviar por Email

Por Thiago Aragão, do Estadão — Entre o dia 26 e 29 de outubro, membros de alto escalão do Partido Comunista Chinês (PCC) irão se encontrar pela primeira vez em cinco anos. Essa reunião, que já seria importante dado o espaçamento entre encontros desse nível, ganha contornos ainda mais estratégicos. Abrigará o debate e a seleção de projetos que possam se enquadrar no redesenho político e econômico que Xi Jinping idealizou para o próximo quinquênio.

 

No último encontro, a China identificou que a relação com os Estados Unidos iria melhorar no curto prazo e depois iniciar uma curva de deterioração, enquanto o governo chinês teria entre 10 e 15 anos para se adaptar. Essa deterioração estaria ancorada na leitura chinesa de que a equalização tecnológica e a solidificação de relações estratégicas com diversos países levariam os Estados Unidos a iniciar um processo de busca e resposta por reconquista de espaço. Todo esse cenário foi acelerado pela pandemia, fazendo com que o PCC comandasse rapidamente um realinhamento estratégico.

A China acertou no diagnóstico e errou no timing. De fato, os Estados Unidos enxergam a progressão tecnológica chinesa e o grande volume de amarras comerciais e financeiras com terceiros como armas difíceis de serem enfrentadas. O Presidente Donald Trump iniciou um processo de afastamento (decoupling) que era previsto pela China para ocorrer somente nos próximos 10 anos, obrigando o mundo a assistir e a se readequar dentro da readequação sino-americana.

Xi Jinping, presidente da China (Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters)

Dentro desse ambiente, a China focará em alguns pontos específicos em sua estratégia de reorganização para o novo mundo que surgiu durante a pandemia:

1. Aumento do Consumo Interno

Em 2015, Xi Jinping havia deixado claro a membros do partido que o futuro econômico do país dependeria mais do mercado doméstico do que das exportações de manufaturados. Iniciou-se um desenho estratégico, sem pressa, para realizar essa troca.

No dia 26, Xi irá enfatizar esse ponto como o pilar essencial no reajuste de crescimento chinês. Para isso, o governo buscará ampliar programas na base da pirâmide social, estimulando um consumo maior; outra ideia é simplificar o pagamento de tributos para indústrias estratégicas com a finalidade de gerar um aumento de produção.

Um foco será dado para as populações rurais, para que essas passem a diversificar seu consumo e se aproximar do perfil consumidor dos centros urbanos. A burocracia para criação de empresas será diminuída e novos centros tecnológicos, como Shenzhen, receberão incentivos pesados.

2. Inovação Industrial

Xi acredita que a China conseguiu se aproximar tecnologicamente dos EUA nos últimos anos e nos próximos será o momento de ultrapassá-los.

A estratégia industrial dividirá o perfil da produção industrial entre “bens de consumo”, “fornecedores básicos”, “fornecedores especiais” e “indústria de inovação”. A indústria de inovação não estará, necessariamente, atrelada ao consumo interno, logo não necessitará “produzir mais e mais barato”. Xi acredita que a China conseguiu se aproximar tecnologicamente dos EUA nos últimos anos e nos próximos será o momento de ultrapassá-los.

Tecnologias e procedimentos inovadores desenvolvidos por empresas específicas serão distribuídos para empresas complementares, com a finalidade de gerar um crescimento tecnológico uníssono, sem ilhas industriais de excelência.

Enquanto nos EUA uma tecnologia desenvolvida pela Apple é guardada em segredo e a Microsoft, por exemplo, precisa iniciar sua pesquisa do zero para atingir resultado similar, na China o avanço de uma empresa será complementar ao avanço de outra, reduzindo o tempo de pesquisa e evitando reservas tecnológicas em empresas específicas.

3. Mercado de Capitais

O Governo chinês simplificou o processo para empresas serem listadas nas bolsas do país, para indivíduos investirem e fortaleceu o yuan para acentuar a percepção de ganhos.

O Governo chinês simplificou o processo para empresas serem listadas nas bolsas do país, para indivíduos investirem e fortaleceu o yuan para acentuar a percepção de ganhos. Sabendo que o mercado de capitais americano ficará cada vez mais reduzido para empresas chinesas, o governo acelerou o plano de desenvolver o mercado chinês de capitais. A capitalização do mercado de capitais atingiu a marca de 10 trilhões de dólares, gerando um crescente interesse em empresas e investidores individuais.

4. Ampliação do comércio bilateral em yuans

O fortalecimento do yuan não visa somente o mercado de capitais, mas também aparece como um incentivo para que relações comerciais com outros países sejam feitas em yuan. Isso possibilitará, na visão do governo chinês, um processo orgânico de credibilidade em sua moeda.

O yuan poderá se tornar especialmente útil para países que estão sob sanção americana e, assim, poderão operar por debaixo do radar financeiro. No entanto, o PCC sabe que esse é o ponto de mais difícil implementação entre as novas estratégias, pois, nas sociedades dos países onde isso poderia funcionar, a credibilidade negativa gerada em relação à China se estenderia até a moeda.

5. Reduzir foco nas exportações

O país quer depender menos de fora e mais de dentro.

A economia chinesa, principalmente na década passada, foi muito dependente na exportação de seus produtos industrializados, farmacêuticos e tecnológicos. Entendendo que a linha de ataque americano continuará independente de quem ganhar as eleições, o país quer depender menos de fora e mais de dentro. A redução deve ser gradativa e alinhada com o crescimento do consumo interno.

6. Investir em Energia Renovável

Membros do PCC reconhecem que ter sua economia dependente de ações políticas e geopolíticas ocidentais é um risco muito alto. Isso inclui importações de petróleo, já que os países exportadores tendem a ser mais instáveis politicamente.

Xi Jinping quer desenvolver fontes de energia renovável em larga escala para iniciar um processo de diminuição na importações de petróleo, visando atingir um equilíbrio nos próximos 10 anos. Dentro da estratégia, incluem-se energia solar (na região fronteiriça a Mongólia), novas hidrelétricas e expansão de energia nuclear além de biocombustíveis e energia eólica.

O desenho estratégico chinês indica um maior foco nos assuntos domésticos do que nas questões externas. Isso não quer dizer que a lógica de financiamentos e ampliações comerciais deixariam de ocorrer a curto prazo. Dentre as estratégias listadas, a tecnológica é crítica para acelerar outras.

Dentro da estratégia, incluem-se energia solar (na região fronteiriça a Mongólia), novas hidrelétricas e expansão de energia nuclear além de biocombustíveis e energia eólica.

A China entende que está à frente em algumas categorias de tecnologia quântica, principalmente aquela ligada a comunicações. Técnicas de reconhecimento facial e inteligência artificial também demonstraram avanços surpreendentes. A produção de chips semicondutores é um gargalo difícil de ser solucionado. Essa é uma área onde Xi quer atenção especial e estabilidade de produção para ontem.

A reorganização estratégica chinesa impacta inúmeros países, inclusive o Brasil. Somos exportadores de commodities e a China quer, mesmo que a médio prazo, reduzir essa dependência e se tornar mais autossustentável.

Quando Xi esteve no mês passado visitando áreas férteis para plantio, ele enfatizou o interesse em ver a China produzindo uma variedade agrícola que não substituiria as exportações brasileiras, mas as reduziria.

Ao mesmo tempo, como o Brasil tem um parque industrial atrasado em vários setores, ver a China redirecionando parte de sua produção para o mercado doméstico também afetaria nosso país. O desenho estratégico chinês deveria obrigar o Brasil a produzir seu próprio desenho estratégico para os próximos 5 e 10 anos. Dificilmente isso ocorrerá, pois não temos características de planejamento.

Tags: ChinaDonald TrumpEstados Unidos
EnviarTweet19Compartilhar30Enviar
Ricardo Antunes

Ricardo Antunes

Ricardo Antunes é jornalista, repórter investigativo e editor do Blog do Ricardo Antunes. Tem pós-graduação em Jornalismo político pela UnB (Universidade de Brasília) e na Georgetown University (EUA). Passou pelos principais jornais e revistas do eixo Recife – São Paulo – Brasília e fez consultoria de comunicação para diversas empresas públicas e privadas.

Matérias Relacionadas

Real Hospital Português aposta em inovação e ensino na próxima década.

RHP anuncia novo hospital no Recife e plano de expansão de R$ 1,5 bi até 2035

Do Brazil Journal - Depois de profissionalizar sua gestão e acelerar ganhos de eficiência nos últimos anos, o Real Hospital Português lançou um plano estratégico que prevê investimentos...

Obras no calçadão da orla de Boa Viagem. Foto: Rafael Vieira/DP

Contrato de requalificação da orla de Boa Viagem cresce 33,5% com aditivos e já soma R$ 146,6 milhões

Do Política Pernambucana - A obra de requalificação da orla de Boa Viagem, uma das principais intervenções urbanas em andamento no Recife, recebeu um novo aditivo financeiro de...

O Itaú devia ao município de São Paulo, até março deste ano, cerca de R$ 19 bilhões em impostos.

Dono da maior dívida tributária de SP, Itaú será investigado na ‘CPI do Devedor’

Do Metrópoles - Maior devedor de impostos da cidade de São Paulo, o Banco Itaú será chamado a depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara Municipal...

Congresso Nacional, Brasília-DF.

Fazenda Planejamento alertam para risco fiscal de R$ 111 bilhões com ‘pautas-bomba’ no Congresso

Do JC - Nove pautas em tramitação no Congresso Nacional representam, em conjunto, impacto fiscal estimado de R$ 111 bilhões por ano, de acordo com cálculos divulgados ontem...

Banco Itaú. Foto: Divulgação.

MP expõe esquema do Itaú que admite cobranças irregulares em cartões por 14 anos

Do Metrópoles - Pequenos valores cobrados todos os meses na fatura de cartões de crédito de centenas de milhares de clientes. E mais: por serviços não contratados ou...

Carregar Mais
Próximo Artigo

Patrícia Domingos começa a defender voto útil contra Mendonça Filho, após resultados da pesquisa Ibope

Por favor, faça login para comentar

Camaragibe

Empetur

Ipojuca

São Lourenço da Mata

Suape

Ipojuca

Blog do Ricardo Antunes

Ricardo Antunes - Debates, polêmicas, notícias exclusivas, entrevistas, análises e vídeos exclusivos.

CATEGORIAS

  • Brasil
  • Ciências
  • Cultura
  • Economia
  • Educação
  • Esportes
  • Eventos
  • Internacional
  • Justiça
  • Opinião
  • Pernambuco
  • Política
  • Sport
  • Tecnologia

ASSUNTOS

Alexandre de Moraes Bolsonarismo Brasília Carnaval Coronavírus corrupção Covid-19 DEM Donald Trump Eleições Eleições 2020 Eleições 2022 Esporte EUA Fernando de Noronha Futebol Internacional Investigação Jair Bolsonaro João Campos Justiça Lava Jato Marília Arraes MDB Olinda operação Paulo Câmara PL polícia cívil Polícia Federal Prisão PSB PSDB PT Raquel Lyra Ricardo Antunes Rio de Janeiro Saúde Senado Sergio Moro STF São Paulo União Brasil Vacina Violência

© 2016 - 2026 - Ricardo Antunes - Todos Direitos Reservados

Sem Resultados
Ver todos os resultados
  • Últimas Notícias
  • Política
  • Justiça
  • Brasil
  • Pernambuco
  • Economia
  • Esportes
  • Cultura & Eventos
  • Opinião

© 2016 - 2026 - Ricardo Antunes - Todos Direitos Reservados

Este site usa cookies. Ao continuar a usar este site, você concorda com o uso de cookies. Visite nossa Política de Privacidade.