Da Redação – O ex-ministro dos Portos e Aeroportos Silvio Costa Filho enviou nota ao nosso portal negando qualquer irregularidade na denúncia feita pelo UOL. Ele classificou a mesma como “eleitoreira”, em função de seu irmão, Carlos Costa (Republicanos), ser o vice na chapa de João Campos (PSB).
O ex-ministro dos Portos e Aeroportos negou denúncias relacionadas à atuação da RI Consulting, empresa que tem entre seus sócios seu pai, o ex-deputado federal Silvio Costa, e que prestou serviços de relações governamentais a empresas do setor portuário durante o período em que ele comandava a pasta no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em nota, Costa Filho afirmou que, durante sua passagem pelo Ministério dos Portos e Aeroportos, nunca recebeu qualquer demanda da empresa e negou que a pasta tenha atuado para beneficiar clientes da consultoria. Para o ex-ministro, portanto, não houve conflito de interesses no caso.
A reportagem do UOL apontou que a RI Consulting recebeu pagamentos de empresas ligadas ao setor portuário enquanto Costa Filho ainda ocupava o cargo de ministro. Entre as companhias citadas estão a Temape, que opera no Porto de Suape, em Pernambuco, e a Copersucar, que possui atuação no Porto de Santos. Segundo a reportagem, a RI Consulting recebeu R$ 490 mil da Temape durante o período em que Costa Filho estava à frente do Ministério. No caso da Copersucar, foram identificados R$ 180 mil em notas emitidas pela consultoria enquanto o ex-ministro ocupava o cargo.
Ao UOL, Silvio Costa afirmou que presta serviços de consultoria e negou problemas éticos na atuação para empresas do setor portuário durante a gestão do filho no Ministério. Disse manter uma relação antiga com o setor sucroalcooleiro de Pernambuco, que defendia quando exercia mandato parlamentar. “Eu tive o privilégio de ter um filho ministro. Isso não significa que eu não pudesse fazer atuação política para um grupo que eu sempre fiz.”
Sobre a Temape, argumentou que o Porto de Suape tem administração estadual. “O Ministério não tem influência nenhuma nesse Porto de Suape aqui.” Questionado sobre a regulação federal pela Antaq, afirmou que a agência tem autonomia. “O Ministério não tem força sobre a agência.” Costa afirmou ainda nunca ter ido à Antaq.
No caso da Copersucar, o ex-deputado disse que prestou consultoria sobre a reforma tributária e negou ter levado representantes da companhia ou da Temape para reuniões com o filho no Ministério. “Nunca marquei reunião”, afirmou, representando também o filho Carlos Costa.
O ex-deputado também afirmou prestar consultoria à Febraban desde 2019 e confirmou ter trabalhado para o Banco Master, mas disse que rescindiu o contrato assim que o caso veio à tona. Segundo ele, os contratos têm cláusulas de confidencialidade e não houve ilegalidades. “Eu não preciso me proteger de nada, porque eu estou fazendo a coisa de forma limpa.”
CONFIRA A NOTA
“Enquanto ministro de Portos e Aeroportos do Brasil, jamais recebi qualquer pleito da empresa RI Consulting, que é presidida pelo ex-deputado Silvio Costa. Nunca houve nenhuma atuação por parte do Ministério para beneficiar as empresas acima mencionadas. Portanto, não há nenhum conflito de interesse. Isso não passa de mais uma ação eleitoreira.”











