Da Assessoria – Com a proposta de integrar ciência, tecnologia e políticas públicas para compreensão dos padrões de deslocamento dos tubarões na Região Metropolitana do Recife (RMR), o Governo de Pernambuco retoma o monitoramento de tubarões após 11 anos. Com investimento de R$ 1.052.000,00 o projeto Ecotuba vai avaliar, a partir de junho, a distribuição dos tubarões, os padrões de deslocamento e de comportamento das espécies relacionadas aos incidentes no litoral pernambucano. A iniciativa é coordenada pela Universidade Federal Rural de Pernambuco, em uma ação demandada pela Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha e fomentada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI-PE) e pela Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (FACEPE).
Desde 2023, o Governo do Estado já investiu mais de R$ 5,5 milhões para a proteção da vida humana, o fortalecimento da ciência, a gestão responsável do risco e a conservação do ambiente marinho. “É um conjunto de ações que envolve educação ambiental, pesquisa e monitoramento de incidentes com tubarões na área costeira da Região Metropolitana do Recife e no Arquipélago de Fernando de Noronha, para entender o comportamento desses animais, preservar as vidas de quem frequenta o Litoral do Estado e, também, conscientizar turistas e a população quanto à necessidade de respeito à sinalização que indica riscos ao banho de mar e proibição de atividades náuticas”, afirmou a secretária da Semas, Nathalie Ribeiro.
O projeto Ecotuba participou da 19ª rodada de submissão ao edital 40/2024, Ciência no Governo: Programa Cientista Arretado – Monitoramento de Tubarões no Litoral Pernambucano. O resultado da proposta aprovada foi divulgado em maio, com início de execução em junho. “Com o apoio da SECTI e da FACEPE, estamos investindo em pesquisa para gerar dados que contribuam para a segurança da população, a preservação ambiental e a construção de políticas públicas cada vez mais eficazes para Pernambuco”, destacou Mauricelia Montenegro, secretária da Secti.
Cada animal será avaliado quanto ao uso dos habitats costeiros da Região Metropolitana do Recife, além da coleta de material biológico, com indicação de potenciais áreas com maior e menor risco de incidentes. “Os resultados irão permitir a identificação de zonas de risco, a geração de dados científicos atualizados e o aprimoramento das estratégias de prevenção, comunicação e segurança aquática”, explicou Danise Alves, secretária executiva do CEMIT.
O professor da UFRPE e coordenador do projeto Ecotuba, Paulo Oliveira, informou que o monitoramento consiste nas seguintes etapas: os animais serão capturados, embarcados, passarão por um protocolo de identificação da espécie, medição, coleta de sangue e coleta de tecido para o trabalho de genética e receberão um chip. “Esse transmissor será implantado por meio de uma minicirurgia na região ventral. Feito esse procedimento, será devolvido para o mar e, posteriormente, fazer o acompanhamento do monitoramento desse animal entra d’água. Ou seja, para que possa constatar o padrão de utilização de espaço”, detalhou.
Atualmente, o monitoramento contínuo dos tubarões ocorre apenas no Arquipélago de Fernando de Noronha, coordenado pela UFRPE, com o apoio do Governo de Pernambuco, por meio da Administração da ilha, do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Econoronha. Com essa iniciativa, a atuação será ampliada para o litoral continental, buscando uma melhor compreensão sobre a conectividade entre esses ambientes marinhos, subsidiando ações de educação, conservação e gestão costeira.












