Por André Beltrão – A desconfiança de aliados do presidente Lula (PT) com a possível escalação do deputado federal Sílvio Costa Filho (Republicanos) para o ministério pode ser resolvida com uma costura caseira. O nome dele, cotado para a poderosa Secretaria de Relações Institucionais (SRI), não agrada ao comando petista, que passou a costurar silenciosamente uma fórmula para resolver o impasse.
A articulação envolveria puxar a senadora Teresa Leitão (PT), atual líder do governo, para alguma pasta na Esplanada. Com isso, o ex-deputado Sílvio Costa, suplente da petista, assumiria o Senado e contemplaria o grupo, com Silvinho permanecendo na Câmara Federal.
Os petistas avaliam que o deputado não teria dimensão para o posto, que foi ocupado por Alexandre Padilha (atual ministro da Saúde) e Gleisi Hoffman (ex-presidente nacional do PT). O titular do momento é o ex-líder do governo na Câmara, José Guimarães, que abriu mão de concorrer às reeleições a pedido de Lula.
No segundo governo de Lula, o pernambucano José Múcio Monteiro, atual ministro da Defesa, comandou a SRI entre 2007 e 2009. Com habilidade e traquejo, deu ao governo uma das fases mais tranquilas na relação com o Congresso Nacional. Em 2009, foi nomeado por Lula como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), onde permaneceu até 2020.
Apesar de ser o líder da Maioria na Câmara, Silvinho é um dissidente no Republicanos. Enquanto atuou como ministro de Portos e Aeroportos, ele conseguiu melhorar as votações de seu partido a favor do governo. Ainda assim, não chega a ser uma legenda considerada fiel ao governo Lula.










