Por Ricardo Antunes – Na semana passada, um dos assuntos mais falados na política pernambucana foi a articulação nacional do PSB para a retirada da candidatura do ex-vereador Ivan Moraes (PSOL) ao Governo de Pernambuco. Em sabatina ao Sistema Jornal do Commercio, o candidato do PSB e presidente nacional da sigla, João Campos, negou que a articulação tenha ocorrido.
“De forma nenhuma, Igor. Inclusive, eu já falei sobre isso com a imprensa. Eu respeito todas as candidaturas, respeito a decisão dos partidos políticos. Eu presido um partido, respeito a decisão dos partidos políticos”, afirmou.
Campos foi questionado sobre as pressões relatadas em torno da candidatura de Ivan Moraes. O PSOL decidiu manter o nome do ex-vereador do Recife na disputa pelo governo de Pernambuco, apesar das articulações políticas envolvendo as legendas que integram a base de apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na resposta, o presidente nacional do PSB argumentou que os partidos aliados construíram uma articulação nacional em torno da candidatura de Lula e que cada legenda apresentou suas prioridades nos estados.
“Cada partido colocou as suas prioridades. […] E eu tenho absoluto respeito pelas decisões dos partidos e pelas candidaturas postas. Então, não há nenhum movimento de ser contra, de atacar, nada disso”, declarou.
Campos citou negociações em outros estados para sustentar que concessões entre as legendas fazem parte da construção de alianças eleitorais. Segundo ele, o próprio PSB abriu mão de espaços em algumas disputas para favorecer a formação de palanques aliados a Lula. O candidato mencionou Minas Gerais e Rio Grande do Sul entre os exemplos de articulações e afirmou ter participado diretamente das negociações nacionais como presidente do PSB.
“Eu construí movimentos diretos em 14 estados do Brasil para dar sustentação à chapa Lula-Alckmin”, disse.
Ao final da resposta, Campos voltou a afirmar que as negociações nacionais foram conduzidas de maneira respeitosa e que cabe a cada partido decidir sobre suas candidaturas nos estados.
CONFIRA A DECLARAÇÃO DO EX-PREFEITO:












