Por Vinicius Sales — Homologado neste sábado (1º) como candidato ao Governo de Pernambuco pela Frente Popular, o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) utilizou o discurso da convenção, realizada no Clube Internacional, para apresentar as principais propostas da campanha, reforçar a aliança com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), fazer críticas à atual gestão estadual e lembrar o legado do ex-governador Eduardo Campos.
João subiu ao palco ao lado da deputada federal Tabata Amaral (PSB), sua esposa; do candidato a vice-governador, Carlos Costa (Republicanos); do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB); dos senadores Humberto Costa (PT) e Teresa Leitão (PT); e da ex-deputada Marília Arraes (PDT), candidata ao Senado pela chapa da Frente Popular.
Em seu discurso, o candidato afirmou que disputa o governo por acreditar que Pernambuco pode avançar em diferentes áreas e disse que sua candidatura não atende a um projeto pessoal.
“Eu nunca saio de casa atrás de um projeto pessoal, atrás de querer ser candidato por ser. Estou aqui atendendo a um chamado do povo de Pernambuco, de quem sabe que pode fazer mais”, afirmou.
Ao defender sua gestão na Prefeitura do Recife, João citou a ampliação dos investimentos públicos, a construção do Hospital da Criança, a expansão da rede de saúde, a abertura de vagas em creches e os investimentos realizados na periferia da capital. Também afirmou que pretende levar essas iniciativas para todo o estado.
Na área da educação, destacou a ampliação da oferta de creches e afirmou que pretende repetir essa política em Pernambuco.
“Não se brinca com o sonho de uma mãe e de uma criança. Se uma creche demora três anos para ficar pronta, aquela criança nunca mais vai estudar em uma creche”, disse.
Entre as principais promessas apresentadas, João afirmou que pretende concluir a Transnordestina em Pernambuco. Segundo ele, caso seja eleito, solicitará ao presidente Lula que a execução da obra seja transferida para o governo estadual.
“Vou pedir que passe a Transnordestina para Pernambuco, porque nós vamos fazer cada palmo dessa ferrovia.”
O candidato também afirmou que pretende retirar as grades instaladas no entorno do Palácio do Campo das Princesas, medida adotada pela atual gestão estadual.
“Quando eu digo que o povo vai entrar no Palácio, é de verdade. Nós vamos arrancar as grades”, declarou.
Sem mencionar diretamente a governadora Raquel Lyra (PSD) na maior parte do discurso, João afirmou que um governante não deve se distanciar da população.
“Quem tem medo do povo não honra a cadeira do Estado. Quem quer distância do povo não merece representar Pernambuco.”
Durante a convenção, João voltou a associar sua candidatura ao presidente Lula e afirmou que trabalhará em parceria com o governo federal para viabilizar investimentos no estado.
“Vocês sabem que aqui está o time de Lula. Nós estaremos lado a lado do presidente Lula.”
Entre os compromissos apresentados também estão a duplicação da BR-232, da BR-423, da BR-408 e da PE-090, a ampliação da rede hospitalar, investimentos em especialidades médicas e a implantação do programa Embarque Digital Pernambuco.
Na parte final do discurso, João lembrou o pai, o ex-governador Eduardo Campos, e afirmou que pretende dar continuidade ao legado político da família.
“Eu quero ter a oportunidade de fazer o que vi meu pai fazer, mas vou fazer aquilo que ele não teve tempo de fazer. Vou chegar onde ele não conseguiu chegar.”
Ao encerrar a convenção, o candidato afirmou que percorrerá todas as regiões do estado durante a campanha e disse estar preparado para a disputa eleitoral.









