Por Vinícius Sales – O ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil) reapareceu publicamente nesta terça-feira (4), quatro dias após anunciar a retirada de sua pré-candidatura ao Senado, para declarar apoio ao deputado federal Mendonça Filho (PL) na disputa pela Casa Alta. Ele deve lançar sua candidatura a deputado federal, amanha (5) na Convenção da Federação União Progressista.
A reunião ocorreu no escritório da família Coelho, em Boa Viagem, no Recife, e marcou a primeira agenda política de Miguel desde que ficou fora da chapa majoritária da governadora Raquel Lyra (PSD), que escolheu os deputados federais Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadelha (PSD) para concorrer ao Senado.
Ao lado de Mendonça, Miguel afirmou que o apoio decorre da avaliação de que surgiu um “vácuo” para a candidatura de um representante de centro-direita ao Senado. Segundo ele, durante a pré-campanha os dois haviam firmado um compromisso de reciprocidade: quem se viabilizasse teria o apoio do outro. “Entendemos que surgiu um vácuo, apareceu um espaço para que um representante de centro-direita pudesse ser candidato ao Senado Federal”, afirmou.
Miguel também fez elogios à trajetória política do ex-ministro, destacando seus mais de 30 anos de vida pública e afirmando que sua biografia credencia a candidatura ao Senado. “Nada, ninguém pode colocar uma vírgula fora do lugar da retidão, da postura e do caráter do nosso ministro, governador e futuro senador Mendonça Filho”, declarou. O ex-prefeito disse ainda que mobilizará seu grupo político no Sertão, Agreste, Zona da Mata e Região Metropolitana para pedir votos ao aliado.
Apesar da aliança com Mendonça, Miguel fez questão de reafirmar que continuará apoiando a reeleição da governadora Raquel Lyra. “A gente reitera o nosso apoio à governadora Raquel Lyra. Vamos votar em Raquel, vamos fazer campanha para Raquel. Acreditamos que ela está no caminho certo”, afirmou. Segundo ele, o apoio ao candidato do PL não altera sua posição em relação ao projeto político da governadora.
Durante entrevista após a reunião, Miguel reconheceu que pretendia disputar o Senado, mas afirmou estar com a “alma leve” após a decisão de retirar sua candidatura. Também disse que ainda avalia se disputará algum cargo nas eleições e que essa definição dependerá da estratégia da União Progressista. Ao comentar o futuro, pediu que seus apoiadores transfiram os votos e a energia que seriam destinados à sua candidatura para Mendonça Filho.









