Por Ricardo Antunes – Quinto colocado na eleição passada para governador, o ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil), vem tentando exercer as últimas cartadas para um projeto utópico de ser senador. Em entrevista recente, sugere a falaciosa tese de candidatura avulsa – desvinculada da chapa da governadora Raquel Lyra (PSD). Algo risível.
“Serei candidato a senador, nem que a Federação vá avulso. Estou tranquilo, disse isso para a governadora Raquel Lyra e para o deputado Eduardo da Fonte (PP) que se a gente não tiver uma unidade dentro da Federação, está resolvido, saem os dois. Tanto eu quanto Dudu somos candidatos avulsos ao Senado, e vamos deixar quem é importante decidir, que é o povo”, declarou Miguel em entrevista ao Blog Ponto de Vista.
A ideia teria que ser validada pela Federação União Progressista, que em Pernambuco é comandada pelo deputado Eduardo da Fonte. Também interessado em disputar o Senado na chapa da governadora, Dudu, no entanto, não tem causado tensionamentos ao ratificar sua postulação.
A ideia de que Miguel e Dudu se lançarem avulsos ao Senado, ou seja, sem coligar para governador, é uma tese sem cabimento. Afinal, reduziria o tempo de propaganda da governadora, o que estaria beneficiando o adversário João Campos. E iria de encontro à principal vinculação, onde o povo costuma votar no senador atrelado a um governador, e não o contrário.
Raquel ainda não definiu os nomes, tendo mais dois correligionários como opções: Túlio Gadelha e Fernando Dueire. Como sua vice, Priscila Krause, também se filiou ao PSD, e é cotada para ser mantida na chapa, dificilmente um partido ocupa mais que dois espaços na majoritária. É onde estão os olhares de Miguel e Dudu. L
Porém, a governadora obteve uma virada nas pesquisas de intenções de voto na semana passada, o que, se for mantido até as convenções, fortalece o seu poder de barganha. E não apenas enfraquece, como sepulta qualquer tese de candidatura avulsa para se manter ativo na mídia.












