Por Roseann Kennedy, do Estadão – A ação da Polícia Federal que atingiu o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), nesta quinta-feira, 7, tem potencial para tornar tóxica a aliança com a federação PP-União Brasil na corrida presidencial deste ano. Isso porque nomes de políticos do União Brasil também já foram relacionados ao escândalo do Banco Master em etapas anteriores das investigações.
PP e União Brasil são a imagem concreta do “Centrão”, bloco sem coloração partidária definida que habita todos os governos, mantendo sempre um pé em cada canoa. Ciro Nogueira, por sua vez, é símbolo dessa alternância: foi aliado de primeira hora da gestão Dilma Rousseff (PT) e, posteriormente, chefiou a Casa Civil de Jair Bolsonaro (PL).
Atualmente alinhado à oposição, Ciro faz com que o grupo dos Bolsonaros tenha mais risco de sofrer com os respingos políticos do caso. Basta lembrar que o senador já flertou abertamente com a possibilidade de ser vice de Flávio Bolsonaro (PL) ao Planalto. O próprio Flávio afirmou que Ciro teria todas as condições para ocupar o posto na chapa.











