Por Vinícius Sales – A oposição ao governo Lula no Congresso Nacional está focada em demonstrar coesão após o senador Flávio Bolsonaro (PL), derrotado nas eleições presidenciais, fugir para os Estados Unidos depois que o ministro Alexandre de Moraes ordenou o cancelamento de seus passaportes.
Em reserva, um membro da oposição afirmou que o processo de reorganização do grupo não será fácil. Atualmente, o senador Rogério Marinho (PL) lidera a bancada. Integrantes mais próximos da família Bolsonaro entendem que a fuga do senador foi necessária para, além de salvaguardar a vida de Flávio, ampliar a pressão internacional sobre Moraes.
Por outro lado, há integrantes que avaliam que a situação coloca a direita em uma posição difícil perante a opinião pública, visto que a esquerda venceu a campanha eleitoral alegando que plataformas de redes sociais americanas estariam tentando interferir no resultado da eleição.
Apesar das divergências, o consenso entre as partes é de que o grupo precisa demonstrar união em meio à repercussão do caso. A rápida ordem de apreensão dos passaportes por Moraes já é utilizada pelos congressistas como argumento para justificar a saída de Flávio.
Como o Portal mostrou anteriormente, parlamentares da direita pernambucana, como Gilson Machado Neto (Podemos), Alberto Feitosa (PL) e Renato Antunes (Novo), criticaram a decisão do ministro, tomada sete minutos após o fim do segundo turno. Além disso, o próprio Marinho questionou o momento em que a Polícia Federal solicitou medidas cautelares contra Flávio.












