Por Ricardo Antunes – O anúncio do cancelamento de uma pesquisa eleitoral em Pernambuco pegou o cenário político de surpresa e rapidamente repercutiu com especulações nas redes sociais. Principalmente porque poderia confirmar a tendência de crescimento de Raquel Lyra (PSD) contra João Campos (PSB). No levantamento das últimas pesquisas ela já estava aparecendo à frente do ex-prefeito.
O levantamento do Instituto Paraná Pesquisas tinha divulgação prevista para este sábado (6), mas foi retirado do sistema da Justiça Eleitoral.
Oficialmente, o diretor do instituto, Murilo Hidalgo, esclareceu que a decisão foi estritamente técnica, motivada por atrasos operacionais no cronograma de campo que inviabilizaram a coleta de dados a tempo.

A grande repercussão e a desconfiança dos internautas se devem à importância dos cenários que seriam testados no estado. O estudo pretendia ouvir 1.500 eleitores para avaliar a corrida pelo Governo de Pernambuco, medindo a força da governadora Raquel Lyra (PSD) e do ex-prefeito João Campos (PSB), além de testar uma lista robusta para o Senado e cenários nacionais para a Presidência da República, incluindo um eventual segundo turno entre o presidente Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
A retirada de um registro no sistema PesqEle do TSE, no entanto, pode ocorrer voluntariamente por iniciativa do próprio instituto diante de imprevistos técnicos, por problemas na documentação ou por força de contestação judicial de partidos políticos, sendo uma prática comum no planejamento de pesquisas de campo.
Mas que foi estranho, foi mesmo.











