Da Redação – A reunião em Brasília entre a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), e os caciques partidários Ciro Nogueira (PP) e Antônio Rueda (União Brasil), ontem em Brasília terminou sem definição. O encontro, articulado pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, tratou da formação da chapa majoritária em Pernambuco, e deve render novos capítulos na capital federal.
O encontro traduz a urgência de Raquel em amarrar sua base aliada e pacificar os palanques locais antes do afunilamento das convenções, que começam no dia 20. A reunião do PSD está marcada para 5 de agosto, ou seja, cerca de 25 dias para tudo estar definido. E ainda não está.
Na conversa, Raquel sinalizou forte preferência pelo ex-prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (União Brasil), que conta com o respaldo de Rueda. Porém, na semana passada, a executiva estadual da Federação União Progressista referendou a indicação do deputado federal Eduardo da Fonte (PP) para a vaga ao Senado, escolha defendida publicamente por Ciro Nogueira.
Ambos os caciques defenderam suas predileções na conversa com a governadora. Nesse cenário, Kassab, principal fiador político de Raquel, tem funciona como um elemento de mediação estratégica indispensável. O dirigente atua nos bastidores para garantir que Pernambuco permaneça como uma peça forte e estável no tabuleiro nacional do partido, além de evitar um racha em função da disputa pelo Senado.
Ciro pediu um prazo de 48 horas pedido por Ciro Nogueira para dialogar com Eduardo da Fonte, que preside a Federação em Pernambuco. O parlamentar viajou ontem mesmo para Brasília. Nenhum dos dirigentes nacionais sinaliza par aula intervenção, e também pregam o respeito às instâncias partidárias. De certo, o afunilamento ficará mais intenso agora, com rodadas de negociação aguardadas






