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Home Economia

Só existe uma estratégia segura para vencer a peste, por Luis Nassif

A extensão da epidemia, as notícias de filas nas portas dos hospitais, as grandes tragédias sociais, e as familiares, produzirão uma segunda onda de temor. E aí poderá ser trágico, pois o pânico desorganizará da pior forma toda a atividade produtiva.

Por Ricardo Antunes
28/03/2020 - 09:30
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Luis Nassif do Jornal GGN — A lógica da economia segue a lógica da saúde. O ponto central de instabilidade é o avanço de uma doença, trazendo um conjunto amplo de incertezas:

 

  1. Os graus de letalidade.
  2. A capacidade dos governos em enfrentá-la.
  3. O tempo necessário para sua erradicação.
  4. A capacidade do governo em apoiar as empresas e as populações vulneráveis.

O ponto-chave é a rede hospitalar e a capacidade de oferecer leitos de UTI e de tratamento semi-intensivo. Essa é a linha central, em torno da qual há duas estratégias de enfrentamento, ambas trazendo mais incertezas.

A estratégia da quarentena horizontal estica o prazo de vigência da doença, para evitar picos que colocassem a demanda muito acima da capacidade de atendimento dos hospitais.

Por outro lado, a capacidade da rede hospitalar dependerá da rapidez da economia em produzir produtos estratégicos – respiradouros e máscaras – e dos governos estaduais e municipais em improvisar centros de atendimento em estádios de futebol e hotéis.

Quanto mais rápido atuarem, menor será o tempo de duração da quarentena. Quanto maior o tempo da quarentena, maiores os estragos na economia.

Aí se entra em outra variável, que é a capacidade dos governos em trabalhar os problemas sociais e econômicos decorrentes da quarenta.

A extensão da epidemia, as notícias de filas nas portas dos hospitais, as grandes tragédias sociais, e as familiares, produzirão uma segunda onda de temor. E aí poderá ser trágico, pois o pânico desorganizará da pior forma toda a atividade produtiva.

A lógica da economia segue a lógica da saúde. O ponto central de instabilidade é o avanço de uma doença, trazendo um conjunto amplo de incertezas

  1. Os graus de letalidade.
  2. A capacidade dos governos em enfrentá-la.
  3. O tempo necessário para sua erradicação.
  4. A capacidade do governo em apoiar as empresas e as populações vulneráveis.

O ponto-chave é a rede hospitalar e a capacidade de oferecer leitos de UTI e de tratamento semi-intensivo. Essa é a linha central, em torno da qual há duas estratégias de enfrentamento, ambas trazendo mais incertezas.

A estratégia da quarentena horizontal estica o prazo de vigência da doença, para evitar picos que colocassem a demanda muito acima da capacidade de atendimento dos hospitais.

Por outro lado, a capacidade da rede hospitalar dependerá da rapidez da economia em produzir produtos estratégicos – respiradouros e máscaras – e dos governos estaduais e municipais em improvisar centros de atendimento em estádios de futebol e hotéis.

Quanto mais rápido atuarem, menor será o tempo de duração da quarentena. Quanto maior o tempo da quarentena, maiores os estragos na economia.

Aí se entra em outra variável, que é a capacidade dos governos em trabalhar os problemas sociais e econômicos decorrentes da quarenta.

Ele teria que agir nas seguintes frentes:

  1. Vulneráveis: definir uma renda mínima e operacionalizar a chegada do dinheiro até eles.
  2. Pequenas e médias empresas: montar sistemas de crédito que permitam atravessar o período de tormenta.
  3. Grandes empresas: garantir a recompra de debêntures, recebíveis ou crédito de longo prazo para preservar seu capital de giro.
  4. Sistema bancário: prover de liquidez, inclusive para dar liquidez ao mercado de capitais.

É o único caminho para combater a peste, conter os estragos econômicos e preparar para a retomada, assim que a doença for vencida.

O segundo caminho – estimulado por Jair Bolsonaro – consiste em deixar tudo solto e acelerar o pico da doença. Com isso, também se reduzirá o tempo de quarentena, mas da pior forma possível: expondo milhares de pessoas à morte.  Os infectados, assintomáticos ou curados, tornam-se imunes à doença, deixando de transmiti-la. E os mortos ficam pelo caminho.

Por essa visão, sacrificam-se algumas milhares de pessoas pelo coronavirus, para salvar a maioria pela retomada da economia. No fundo, é uma maneira do governo admitir sua incompetência para conduzir a economia de guerra e deixar que cada qual se vire.

Trata-se de uma visão equivocada, inclusive do lado econômico, pois não leva em consideração o chamado fator pânico.

O governo tem demonstrado uma má vontade expressa em erguer logo programas de assistência social para as populações vulneráveis. Deixou ao Deus-dará a população carcerária. E, com o estímulo de Bolsonaro à quarentena vertical, haverá uma enorme rachadura nos planos de defesa dos governos estaduais e  uma explosão de novas doenças, especialmente nas capitais, lideradas por São Paulo e Rio.

Até agora, a população experimentou uma primeira onda de temor, que a fez acatar as determinações de quarentena. Bolsonaro está implodindo essas recomendações. Pode-se esperar, então, uma onda de rebelião contra as medidas restritivas. Essa onda produzirá um aumento grande do número de infectados.

A extensão da epidemia, as notícias de filas nas portas dos hospitais, as grandes tragédias sociais, e as familiares, produzirão uma segunda onda de temor. E aí poderá ser trágico, pois o pânico desorganizará da pior forma toda a atividade produtiva.

A Itália experimentou a flexibilização da quarentena logo que identificou o coronavirus. A consequência foi uma tragédia social, que não apenas deixou milhares de mortos, como afetou – da forma mais desorganizada possível – todo o ambiente econômico.

Mas o país está nas mãos de uma pessoa totalmente sem escrúpulos e sem discernimento. Enquanto Bolsonaro estiver no comando, a morte continuará rondando ele e o país.

Fonte: Luis Nassif, Jornal GGN
Tags: Coronavírus
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Ricardo Antunes

Ricardo Antunes

Ricardo Antunes é jornalista, repórter investigativo e editor do Blog do Ricardo Antunes. Tem pós-graduação em Jornalismo político pela UnB (Universidade de Brasília) e na Georgetown University (EUA). Passou pelos principais jornais e revistas do eixo Recife – São Paulo – Brasília e fez consultoria de comunicação para diversas empresas públicas e privadas.

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