Da Redação – Após a polêmica declaração da governadora Raquel Lyra (PSD) sobre laqueadura, o ex-prefeito João Campos (PSB) tenta conquistar o eleitorado feminino. Embora tenha feito reunião com lideranças e defendido medidas como mais de 20 mil tornozeleiras eletrônicas e a duplicação das delegacias da mulher, o plano de governo do socialista é menos robusto que o da gestora no tema.
Boa parte das propostas de João registradas na Justiça Eleitoral é voltada para economia e acolhimento. O plano de governo do candidato do PSB fala em “fortalecer e expandir a rede de Delegacias da Mulher, garantindo atendimento 24 horas, presença de policiais mulheres e novas unidades no interior”, uma proposta similar à de Raquel.
Ambos defendem a expansão das Salas Lilás, criadas no governo de Raquel para proporcionar acolhimento ágil e humanizado para as mulheres.
Apesar de Campos se vender como aliado do presidente Lula (PT), é Raquel quem propõe “colaborar com o Governo Federal na execução das medidas acordadas no Pacto Nacional pelo Feminicídio Zero, combatendo a violência contra a mulher em todas as suas manifestações”.
Na área da saúde, tema em voga nesta semana, João propõe “ampliar e interiorizar a rede de hospitais da mulher, com foco em parto humanizado e alto risco, implementação de protocolos para endometriose e cânceres de colo do útero e mama, e criação de linha de cuidado para mães de crianças com deficiência, doenças raras, autismo e outras neurodivergências” e “ampliar a política de saúde da mulher ao longo de todo o ciclo de vida, contemplando prevenção, diagnóstico e tratamento de doenças que atingem especialmente as mulheres”.
O plano de governo de Raquel, por sua vez, destaca a entrega do Hospital da Mulher do Agreste e investimentos de R$ 230 milhões na construção de quatro novas maternidades de alta complexidade, além da atuação das Carretas da Mulher, que levaram exames a 170 municípios para garantir o diagnóstico precoce. Ela também cita o Programa Colo Mulher, para cofinanciar partos municipais, e que Pernambuco foi “o primeiro estado do Brasil a rastrear o câncer de colo de útero por biologia molecular no serviço público, através do pioneiro Programa Útero é Vida”.
Como propostas, a governadora cita a expansão e requalificação da Linha de Cuidado Materno-Infantil, “garantindo o direito de nascer no estado e reduzindo a ocorrência de mortes por causas evitáveis”. Também são prometidas a conclusão das maternidades de Ouricuri, Igarassu, Garanhuns e Serra Talhada, além da requalificação do Cisam, expansão de forma permanente da vacinação e testagem de HPV por biologia molecular, atuando na prevenção do câncer de colo de útero, além do “incentivo aos treinamentos intersetoriais em UBS dos municípios para acolhimento humanizado com ênfase na proteção da saúde mental, dignidade menstrual e prevenção de infecções sexualmente transmissíveis”.










