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Neymar na seleção: um sonho que sonhamos juntos

Por Thays Werllania
30/07/2026 - 07:10
Neymar Jr., jogador de futebol brasileiro

Neymar Jr., jogador de futebol brasileiro

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Por Milly Lacombe, do UOL – Neymar acha que vai se aposentar da seleção brasileira. Disse isso depois da vitória do Santos pela Sul-Americana. A gente desconfia porque tudo o que vem da Neymar S/A parece sempre ter sido tramado: a mais despretensiosa frase, o pequeno gesto, a foto aparentemente desinteressada. Tudo sempre calculado e premeditado. Neymar pode ter falado sobre a suposta aposentadoria para sentir a temperatura. Se muita gente lamentar, ele talvez tenha o que precisava. Se ninguém se entristecer demais, dá-lhe pôquer.

Neymar foi um sonho que sonhamos juntos e juntas. Um craque fora do normal, mais um dos nossos a ter a chance de ser o maior do mundo. Uma seleção brasileira que jogasse a seus moldes: arrojada, ousada, dribladora, corajosa, ofensiva. Com 14 anos ele já dizia quem era: um gênio em campo.

Mas Neymar foi, desde sempre, um produto e, como produto, sujeito a forças mercadológicas. Embalado como mercadoria, se perdeu dele mesmo. Mimado, paparicado, protegido de noções básicas de humanidade: o reconhecimento do deslize, do erro, do tropeço, do fracasso. Sem saber que podemos errar, temos a ilusão de que somos únicos e diferentes dos demais. Neymar foi se afastando de seu destino esportivo para virar celebridade e influenciador. Acreditou que, por ser dotado de superpoderes em campo, não precisaria ser jogador tático nem coletivo. E foi perdendo o encanto.

Neymar e seleção nunca combinaram. Um ouro olímpico que foi tratado como se imensa coisa fosse. E nada mais. Uma medalha de ouro. Fecham-se as cortinas.

Individualmente, a camisa amarela caiu bem. Recorde de atuações, de gols, de passes para gols. Uma métrica que nunca resultou em nada para a seleção, mas que serve muito bem para que ele assine novos contratos com patrocinadoras.

É o fim de uma história triste. Mas, como ensinou Nego Bispo, tudo o que existe é começo, meio e começo outra vez. Para a seleção, a vida sem Neymar é um novo começo. Que ele cumpra sua palavra e deixe a seleção seguir livre do poder desagregador de seu estrelato.

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Thays Werllania

Thays Werllania

Profissional responsável pela edição e publicação de conteúdos no WordPress.

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