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Home Justiça

Delegado preso pela PF foi promovido por Braga Netto

Por Redação
24/03/2024 - 15:44
Na ocasião, eles apostavam  que Barbosa tinha "credibilidade" na Polícia Civil fluminense, além de "quilometragem'' e independência.

Na ocasião, eles apostavam  que Barbosa tinha "credibilidade" na Polícia Civil fluminense, além de "quilometragem'' e independência.

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Por Lauro Jardim,  de O Estadão – O delegado Rivaldo Barbosa foi indicado para ocupar a secretaria de Polícia Civil uma semana antes do assassinato de Marielle Franco e assumiu o cargo na véspera do crime. Quem o promoveu — Barbosa ocupava então a Delegacia de Homicídios — foram os generais Braga Netto e Richard Nunes, respectivamente interventor do governo Temer na Segurança Pública do Rio e secretário de Segurança na intervenção.

Na ocasião, eles apostavam  que Barbosa tinha “credibilidade” na Polícia Civil fluminense, além de “quilometragem” e independência.

Como se vê, Nunes e Braga Neto escolheram mal. Muito mal.

Em sua posse, Barbosa afirmou que uma de suas prioridades seria “combater a corrupção”. Acreditou quem quis.

A PF suspeita que Rivaldo Barbosa participou dos preparativos para o assassinato de Marielle. Não como mandante. Mas garantindo aos irmãos Brazão a impunidade da dupla. Afiançando que travaria as investigações. Barbosa, aliás, está desde 2019 na mira da PF.

A PF suspeita que Barbosa participou dos preparativos para o assassinato

Em maio daquele ano, o delegado da PF Leandro Almada, hoje superintendente regional da PF no Rio, assinou um relatório reservado afirmando que Barbosa deveria ser investigado pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio). Motivo: o então chefe da Polícia Civil do Rio (ele assumiu o cargo na véspera do crime) era suspeito de ter recebido uma propina de R$ 400 mil para atrapalhar as investigações do assassinato de Marielle e do motorista Anderson Gomes. Dizia o relatório:

“Foram trazidas suspeitas de suposta corrupção envolvendo servidores da Delegacia de Homicídios, especificamente sobre o então chefe da Polícia Civil, Rivaldo Barbosa, e servidores a ele relacionados, notadamente chefes da equipe de investigação da Delegacia de Homicídios”.

Como desdobramento da operação de hoje da PF, a investigação vai atingir também aqueles que, desde 2018, quando o assassinato aconteceu, não deixaram as autoridades investigarem, plantaram pistas falsas e travaram o andamento das apurações — são sobretudo políticos e policiais.

A prisão de Rivaldo Barbosa já é uma indicação disso. Ele era simplesmente o chefe da delegacia de Homicídios do Rio quando o crime foi tramado e, uma semana antes da execução de Marielle, foi promovido a chefe da Polícia Civil. Ali, nenhuma investigação séria andou neste caso.

Mas, afinal, por que o ex-chefe de Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa, foi preso na operação que também mirou os irmãos Domingos e Chiquinho Brazão, suspeitos de serem os mandantes da morte de Marielle Franco e Anderson Gomes?

A PF suspeita que ele participou dos preparativos para o assassinato. Não como mandante. Mas garantindo aos irmãos Brazão a impunidade da dupla. Afiançando que travaria as investigações.

Barbosa, aliás, está desde 2019 na mira da PF. Em maio daquele ano, o delegado da PF Leandro Almada, hoje superintendente regional da PF no Rio, assinou um relatório reservado afirmando que Barbosa deveria ser investigado pelo MP-RJ (Ministério Público do Rio). Motivo: o então chefe da delegacia de Homicídios do Rio era suspeito de ter recebido uma propina de R$ 400 mil para atrapalhar as investigações do assassinato de Marielle e do motorista Anderson Gomes. Dizia o relatório:

“Foram trazidas suspeitas de suposta corrupção envolvendo servidores da Delegacia de Homicídios, especificamente sobre o então chefe da Polícia Civil, Rivaldo Barbosa, e servidores a ele relacionados, notadamente chefes da equipe de investigação da Delegacia de Homicídios”.

Como desdobramento da operação de hoje da PF, a investigação vai atingir também aqueles que, desde 2018, quando o assassinato aconteceu, não deixaram as autoridades investigarem, plantaram pistas falsas e travaram o andamento das apurações — são sobretudo políticos e policiais.

​​​​​​​A prisão de Rivaldo Barbosa já é uma indicação disso. Ele era simplesmente o chefe da delegacia de Homicídios do Rio quando o crime foi tramado e, uma semana antes da execução de Marielle, foi promovido a chefe da Polícia Civil. Ali, nenhuma investigação séria andou neste caso.

Tags: Polícia Federal
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