Por André Beltrão – O desembargador federal Roberto Wanderley Nogueira, integrante do Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5), professor de Direito e jurista reconhecido nacionalmente, publicou nesta semana um contundente pronunciamento sobre o estado de saúde de sua filha, Camila Miranda Wanderley Nogueira de Menezes, internada há cerca de dez meses após complicações ocorridas durante uma cirurgia realizada no Hospital Esperança Recife, da Rede D’Or.
Na publicação, o magistrado afirma que a filha “segue há 10 meses internada (…) sem autonomia e ainda em estado de semiconsciência” e faz duras críticas às profissionais que participaram do procedimento, defendendo que, caso sejam responsabilizadas, recebam as sanções cabíveis pelos órgãos competentes.
Roberto Nogueira também afirma que o caso evidencia um problema mais amplo na assistência à saúde brasileira. Em um dos trechos da publicação, escreveu que “erro médico é uma epidemia no Brasil” e criticou o que considera falta de punição efetiva em casos de suposta negligência médica.

O desembargador sustenta que a filha sofreu uma grave lesão neurológica após uma cirurgia considerada de rotina e afirma que “a única pessoa que realmente sofre punição nesse contexto é mesmo Camila e seus familiares”.
O magistrado também fez um apelo por orações à filha e afirmou que continuará buscando responsabilização nas esferas ética e judicial.
O caso é investigado pelo Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) e também tramita na Justiça. As declarações reproduzem a versão apresentada pelo desembargador e pela família. Até o momento, não há decisão definitiva sobre eventual responsabilidade civil, ética ou criminal dos profissionais envolvidos.
Em manifestações anteriores, o Hospital Esperança Recife, da Rede D’Or, informou que acompanha o caso e declarou que as médicas mencionadas não integravam seu corpo clínico permanente, enquanto as profissionais contestam as acusações apresentadas pela família.











