Por Paula Cordeiro – Uma decisão da 1ª Vara da Fazenda Pública da Capital alterou a classificação da candidata Carla Patrícia Cintra Barros da Cunha, delegada da Polícia Federal e ex-secretária de Defesa Social de Pernambuco, no II Concurso Público para outorga de delegações de cartório em Pernambuco.
Casada com um tabelião, a delegada conseguiu na Justiça a revisão da nota da prova prática e passou a ocupar uma posição bem mais favorável as vésperas da sessão de escolha das serventias, onde candidatos aprovados selecionam, por ordem de classificação, os cartórios extrajudiciais vagos que desejam assumir.
A sentença foi assinada pelo juiz José André Machado Barbosa Pinto no dia 19 de maio deste ano e determinou o acréscimo de 0,5 ponto em cada um de quatro quesitos da prova prática, confirmando liminar anteriormente concedida e assegurando à candidata todos os efeitos causados pela nova classificação.
A decisão provoca questionamentos, já que a mudança de classificação aconteceu na reta final e favorece a candidata na escolha das delegações. O processo tramita publicamente e pode ser consultado por qualquer interessado.
Na ação, Carla Patrícia alegou que a banca examinadora deixou de fundamentar adequadamente a correção da prova prática e cometeu erros na avaliação de quatro quesitos.
O Estado de Pernambuco e o Cebraspe tentaram defender a legalidade da correção e sustentaram que o Poder Judiciário não deveria interferir no mérito técnico da banca, mas os argumentos foram rejeitados pelo magistrado.









