Por Paula Cordeiro – A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (17), a segunda fase da Operação Arena, que investiga um suposto esquema de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e crimes contra a ordem tributária e financeira envolvendo apostas esportivas. A Pixbet, casa de apostas sediada em Campina Grande, está entre as empresas investigadas. As ações ocorrem em Campina Grande e João Pessoa.
Nesta etapa, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão preventiva e medidas de sequestro de bens. A Polícia Federal informou apenas que a prisão foi realizada em João Pessoa, sem detalhar os alvos das buscas ou a identidade do investigado.
Segundo as investigações, recursos provenientes das apostas esportivas eram enviados para uma empresa de fachada registrada em Curaçao e depois retornavam ao Brasil como pagamentos por serviços que, de acordo com a PF, não teriam sido realizados.
A Pixbet já havia sido alvo da primeira fase da Operação Arena, deflagrada em agosto. Na ocasião, a sede da empresa em Campina Grande foi alvo de busca e apreensão, enquanto o dono da casa de apostas, Ernildo Júnior, teve o celular e um carro apreendidos. A Justiça também autorizou a quebra de sigilos bancário e telemático e determinou o sequestro de até R$ 1,1 bilhão em bens.
Na primeira fase, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão na Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná. A Justiça também determinou a quebra de sigilos bancário e telemático e o sequestro de até R$ 1,1 bilhão em bens.
Na ocasião, o Ministério da Fazenda determinou cautelarmente a suspensão das atividades da Pixbet. Apesar da medida, os sites ligados à plataforma permaneceram no ar, segundo reportagens publicadas na época.











